Estações de Tratamento de Efluentes Hidrosul
Equipamentos

Quais são os equipamentos que compõem uma ETE?

Dependendo da natureza e das características dos efluentes, será definido o sistema de equipamentos, via de regra:

  • Para tratamento do esgoto sanitário (doméstico) será sugerido um tratamento biológico aeróbio, por lodos ativados, com sistema de reuso opcional;
  • Para o tratamento de efluentes industriais poderá ser um sistema físico/químico seguido de biológico, inclusive com tratamento opcional de reuso.

Numa ETE Hidrosul, as águas residuais passam por vários processos de tratamento como o objetivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água. Os processos utilizados em uma Estação de Tratamento Hidrosul são divididos em 4 etapas: pré-tratamento ou tratamento preliminar, tratamento primário, tratamento secundário e o tratamento terciário.


1. Etapas do Tratamento

1.1  Pré-Tratamento
No primeiro conjunto de tratamentos, designado por pré-tratamento ou tratamento preliminar, o esgoto fica sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros. A separação pode ser feita passando o efluente através de grades grosseiras, Esse processo é conhecido como gradeamento. A remoção de areia é realizada em caixas de areia e o desengorduramento nas chamadas caixas de gordura. Nesta fase, o esgoto é, desta forma, preparado para as fases de tratamento subseqüentes, podendo estar sujeito a equalização com a finalidade de manter constantes as características do efluentes que passa para a próxima etapa.

1.2  Tratamento Primário

Segue-se então o tratamento propriamente dito. A primeira fase de tratamento é designada de tratamento primário, onde a matéria poluente é separada da água por sedimentação nos decantadores primários. Este processo se basea na separação dos sólidos presentes no efluente exclusivamente por ação da gravidade. Em alguns casos, esse pode ter sua eficiência aumentada pela adição de agentes químicos que possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e mais facilmente decantáveis. Após o tratamento primário, a maior parte da matéria poluente que permanece na água é constituída por substâncias solúveis em água, não sendo por isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico ou químicos. A eficiência de um tratamento primário pode chegar de 60% ou mais dependendo do tipo de tratamento e da operação da ETE HIDROSUL.

1.3  Tratamento Secundário

Segue-se, pois, o chamado processo de tratamento secundário, geralmente consistindo por processos biológicos, sendo o processo por lodos ativados o mais comumente utilizado, devido a sua alta eficiência na remoção de poluentes. Nesse processo, a matéria orgânica (poluente solúvel) é consumida por microorganismos dentro dos chamados reatores aeróbios. Estes reatores são normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de microorganismos aeróbios, ou seja, que necessitam de oxigênio para se desenvolverem. Os microorganismos ficam em sua maioria depositados no fundo do reator, formando o leito de lodo ativado. Como a quantidade de oxigênio presente no efluente não é suficiente para o desenvolvimento desses microorganismos, faz-se necessário a inserção artificial de oxigênio ao meio, através do Aerador Submersível Spiderjet. Hoje a utilização de aeradores, que são máquinas que transferem oxigênio ao efluente, continua sendo a opção mais prática e eficiente. O esgoto saído do reator aeróbio contém uma grande quantidade de microorganismos e reduzida quantidade matéria orgânica remanescente. A eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95% ou mais dependendo da operação da ETE HIDROSUL. Os microorganismos sofrem posteriormente um processo de sedimentação nos designados decantadores secundários.

Após o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos casos, serem admitidas no meio ambiente receptor.

1.4 Tratamento Terciário

Antes do lançamento final no corpo receptor, pode ser necessário utilizar processos de desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos organismos patogênicos (que causam doenças aos seres humanos) ou, em casos especiais, à remoção de determinados nitrogênio e fósforo remanescentes do tratamento secundário, responsáveis pela proliferação de algas nos corpos receptores. Outra opção após esse tipo de tratamento, que vem sendo cada vez mais utilizada em diversos ramos industriais é o REUSO, ou seja, a reutilização desse efluente tratado para a lavagem de piso, irrigação de jardins ou até mesmo para alimentar outras etapas do processo industrial.


2. Equipamentos

Os decantadores e reatores podem ser construídos em concreto ou utilizando sistemas de tanques modulares, como os das ETE's HIDROSUL que são em Fibra de Vidro reforçada. Para os tratamentos primário e secundário são fundamentais a determinação dos sistema de bombeamento de esgoto (se necessário) e o sistema de transferência de oxigênio nos reatores aeróbios, que pode ser feito utilizando aeradores mecânicos como os Aeradores Submersívies Spiderjet Hidrosul.

Dentre os tipos de aeradores mecânicos disponíveis a HIDROSUL oferece os Aeradores submersíveis, atualmente mais eficientes também funcionam com o princípio de injeção direta de oxigênio no efluente, têm a característica de serem instalados no fundo do reator, promovendo também a mistura do esgoto, o que mantém as características do efluente constantes, e com isso uma melhor eficiência. Entre outras vantagens do Aerador Submersível Spirdej Hidrosul estão a ausência de ruído, já que o motor se encontra submerso, e a ausência de aerosóis (formação de nuvem de gotículas) devido a agitação superficial.


3. Modelos de Estações

3.1 Estação Compacta Biológica

3.2 Estação Compacta Físico-Química